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Concurso Banco Real Talentos da Maturidade chega a sua 10ª edição

Junho 29, 2008

O Concurso Banco Real Talentos da Maturidade chega a sua 10ª edição, consolidando-se como uma das mais importantes iniciativas privadas do país que busca a valorização das pessoas com mais de 60 anos.

 

Participe ou incentive alguém participar

Inscrição até dia 22 de agosto

Clique aqui e saiba mais

 

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Publicada a Lei nº. 11.705 que altera o Código de Trânsito Brasileiro

Junho 23, 2008

Altera a Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997, que ‘institui o Código de Trânsito Brasileiro’, e a Lei no 9.294, de 15 de julho de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do § 4o do art. 220 da Constituição Federal.

O objetivo é inibir – e punir – o consumo de bebidas alcoólicas por condutores de veículos automotores

Veja a lei

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Desafios do ensino para a Terceira Idade

Junho 5, 2008

Dra. Tânia Guerreiro e Equipe

 

A educação ao longo do curso da vida consiste em um importante elemento para a promoção do envelhecimento bem-sucedido. No desenvolvimento de práticas de ensino para as pessoas idosas, é necessário um olhar atento às peculiaridades cognitivas desse grupo, partindo-se do abandono de concepções ultrapassadas, representadas por uma visão romântica, extremamente otimista, das potencialidades cognitivas ou limitadas a uma estreita perspectiva em que o envelhecimento cognitivo é entendido como um grande acúmulo de perdas de funções e capacidades.

A concepção da teoria de curso de vida da psicologia do envelhecimento considera que o processo de desenvolvimento humano é multidirecional e multifuncional, ocorre ao longo de toda a vida e envolve perdas e ganhos, predominando as perdas na velhice. Comporta a noção de potencialidades e limites, assim como admite a presença de fatores que atuam na vida do homem e afetam sua cognição. Dificuldades marcantes nas capacidades de raciocínio e aprendizagem não podem ser compreendidas como próprias do envelhecimento e exigem uma investigação clínica para que se estabeleçam diagnósticos e cuidados adequados.

Idosos saudáveis apresentam perdas sutis nas capacidades de atenção, em alguns módulos da memória e na inteligência mecânica fluida, havendo repercussões na aprendizagem a serem consideradas como suscetibilidade às interferências, favorecendo a distração, ampliação do tempo necessário para a retenção e o resgate, predisposição para negligenciar informações relevantes e dificuldade para esquecer procedimentos que se mostrem ultrapassados.

Por outro lado, idosos que vivenciam um envelhecimento bem-sucedido desenvolvem mecanismos (compensação, otimização, seleção, automatização, construção de novas estratégias cognitivas) que amenizam ou superam, em parte, as perdas mencionadas. Ademais, existem funções/capacidades que não sofrem prejuízos, assim como outras que tendem a se aprimorar com o tempo, desde que estimuladas.

Desse modo, atividades educativas para a Terceira Idade devem ser planejadas e desenvolvidas, considerando as potencialidades e os limites dos idosos a fim de que possam contribuir, de fato, para a manutenção da autonomia e qualidade de vida e, portanto, para o envelhecimento bem-sucedido.

 

 

 
I Trabalho publicado nos Anais do Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva 2003              
    Coluna: Ciência e Saúde        Fonte:Oficina da memória

 

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Volks anuncia recall do Fox

Junho 4, 2008

Correção abrangerá 293 mil automóveis, depois de denúncia de que manuseio do banco traseiro teria até mutilado dedos.

Zulmira Furbino

Começa hoje o recall anunciado pela Volkswagen do Brasil para alterar o mecanismo de rebatimento do banco traseiro após denúncias de que o manuseio teria machucado e até mutilado dedos de usuários. A troca do mecanismo será feita nos veículos que possuem banco traseiro com encosto inteiriço e corrediço. São, ao todo, 293.199 unidades, incluindo Fox, SpaceFox e CrossFox, produzidas desde 2003. A companhia informou, no entanto, que vai convocar também todos os donos de modelos Fox produzidos no Brasil, um total de 511.116 unidades, incluindo aqueles cujo carro possui banco fixo ou bi-partido, modelos que não participam do recall.
Em fevereiro deste ano o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) pediu esclarecimentos à Volks após denúncias de clientes que teriam se machucado na operação de rebatimento do banco traseiro. A montadora alemã anunciou que ofereceria aos proprietários do modelo Fox a instalação de uma peça de borracha adicional que evitaria eventuais erros na operação. Na época, a empresa negou que estivesse realizando um recall e atribuiu os acidentes ao mau uso do sistema de rebatimento do banco traseiro do Fox, mas reconheceu oito casos de usuários feridos. No comunicado de ontem, a empresa informou que, dos nove clientes que recorreram à Justiça, a empresa já chegou a acordo indenizatório com oito.
Segundo o coordenador do Procon Assembléia, Marcelo Barbosa, o recall é um instrumento previsto no artigo 10 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), mas não pode ser usado pelas empresas como forma de resolver problemas de baixo controle de qualidade. “As montadoras chamam muitos recalls, mas precisam melhorar a qualidade dos produtos que chegam ao consumidor, pois problemas com veículos podem ser fatais para os usuários”, diz. Ainda de acordo com ele, em casos como o do recall anunciado pela Volkswagen, a empresa deve divulgar a campanha de forma que todos os consumidores tenham acesso às informações. “Aqueles que não forem informados e vierem a se ferir terão direito à indenização, mesmo depois do recall”, sustenta.
O acidente acontece quando o usuário tenta aumentar o espaço do porta-malas, rebatendo o banco traseiro. Para a operação, é preciso puxar uma alça embaixo do banco traseiro, para deslocar o encosto do assento. O perigo ocorre quando o motorista encaixa o dedo na argola dessa alça. A proposta de recall foi feita pelo governo. O acordo com a companhia, que prevê o recolhimento de R$ 3 milhões por parte da Volks, foi fechado em abril.
A correção do problema foi atestada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro ) e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). A instalação das peças e etiquetas levará, em média, uma hora, no caso de um banco traseiro de encosto inteiriço e corrediço. Se for um banco fixo ou bipartido, o proprietário será orientado sobre como realizar a operação, mas não precisará receber o kit, pois esses modelos não participam do recall. (Com agências)

Estado de minas, 03/06/08, economia/consumidor

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Aposentado ganha valor no mercado

Junho 4, 2008

Experiência e qualificação profissional fazem com que muitos idosos voltem à ativa, com salários e benefícios compensadores.

 

Marta Vieira

 

A aposentadoria deixou de ser um fim de carreira para profissionais experientes e com bom currículo em atividades aquecidas da economia, mas que enfrentam a escassez de mão-de-obra. À procura de trabalhadores de diversas áreas, as empresas passaram a valorizar os aposentados e em alguns casos nem sequer interrompem o contrato de trabalho, ao receber o comunicado do INSS. O retorno deles à ativa chega a ser mais intenso do que a taxa de crescimento de toda a força de trabalho no país, entre 2004 e 2006, conforme estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

São 5,2 milhões de aposentados que continuaram a trabalhar em 2006, um universo 9,7% maior na comparação com 2004. Nesse mesmo período, cresceu 6,1% o número total de pessoas ocupadas no Brasil (84,9 milhões em 2006). Os dados são os mais recentes disponíveis da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os aposentados que têm o curso superior, a diferença a favor de quem já se aposentou é ainda maior, surpreendendo o pesquisador Ricardo Chagas Amorim, do Ipea, autor do levantamento feito com exclusividade para o Estado de Minas.

 

Em 2006, havia na ativa 121 mil aposentados com o terceiro grau a mais que em 2004, perfazendo um aumento de 23% em três anos, frente ao acréscimo de 17,3% do contingente total de trabalhadores nessa faixa de escolaridade. “É um movimento incomparável. Passamos a década de 90 amargando baixo volume de investimentos na economia e o que mais se viu foram engenheiros trabalhando em bancos por falta de oportunidade. Agora, a situação se inverteu. O crescimento voltou e não há gente treinada para assumir determinadas funções nas empresas”, afirma.
Os aposentados com o ensino médio completo também estão participando mais do mercado de trabalho. Em 2006, havia 80,8 mil pessoas a mais nessa condição trabalhando em relação a 2004, o que representa uma evolução de 20,3%, ante 17,5% da força de trabalho nesse nível de escolaridade. Graças a essa mão-de-obra que conseguiu aplicar na prática a formação técnica, as indústrias contornam, em alguma medida, a dificuldade de preencher vagas para dar conta do aumento das encomendas, a exemplo da Delp Engenharia, fabricante de bens de capital (máquinas e equipamentos) em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Giovani Borges Ribeiro, de 49 anos, começou a trabalhar com a carteira assinada aos 16 e requereu o benefício da aposentadoria proporcional aos 43, quando trabalhava na fábrica mineira como líder de equipe na usinagem de peças pesadas e estruturas, ramo em que está há 31 anos. O próprio chefe sugeriu que ele continuasse. “Disposição nunca me faltou para trabalhar e na época eu tinha dois filhos iniciando os estudos na faculdade. Foi com orgulho que aceitei a proposta”, conta o aposentado.

Estado minas, 26/05/08